Versão cantada pela Mônica Salmaso em formato RealAudio (aqui).

Version sang by Mônica Salmaso in RealAudio format (here).

Na volta que o mundo dá (Vicente Barreto e Paulo César Pinheiro)

Um dia eu senti um desejo profundo
De me aventurar nesse mundo
Pra ver onde o mundo vai dar

Saí do meu canto na beira do rio
E fui prum convés de navio
Seguindo pros rumos do mar

Pisei muito porto de língua estrangeira
Amei muita moça solteira
Fiz muita cantiga por lá

Varei cordilheira, geleira e deserto
O mundo pra mim ficou perto
E a terra parou de rodar

Com o tempo
Foi dando uma coisa em meu peito
Um aperto difícil da gente explicar

Saudade, não sei bem de quê
Tristeza, não sei bem por que
Vontade até sem querer de chorar

Angústia de não se entender
Um tédio que a gente nem crê
Anseio de tudo esquecer e voltar

Juntei os meus troços num saco de pano
Telegrafei pro meu mano
Dizendo que ia chegar

Agora aprendi por que o mundo dá volta
Quanto mais a gente se solta
Mais fica no mesmo lugar

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In the spinning of the world (my crazy translation – I accept suggestions)
One day I felt a deep desire
Of adventuring into this world
To see where the world goes

I left my corner in the riverside
And I went on a ship deck
Following the ways of the sea

I stepped many seaports of foreign language
I loved many single girls
I made a lot of music there

I went through mountain ranges, glaciers and deserts
The world to me became near
And the earth stopped spinning

With time
Something came from inside my chest
An anguish hard to explain

Missingness, I don’t know of what
Sadness, I don’t know why
Will, even not on purpose, to cry

Anguish of not understanding
Boringness that we even don’t believe
Yearning of forgetting everything and going back

I gathered my stuff in a rugsack
I telegraphed to my brother
Saying I would arrive

Now I learned why the world spins
The more we free ourselves
The more we stay in the same place