Tava pensando numa coisa interessante: acho que eu sou o único freqüentador da Ciatec (incubadora onde fica a empresa que eu trabalho, a Délirus) que coloca o copo em cima do galão de água (daqueles grandes, que vira de cabeça para baixo) depois de sacia sua sede. Na verdade, acho que o que eu queria mesmo era lembrar de trazer uma caneca, pra não ficar usando copos descartáveis, que demoram infinitos anos para se decompor. Mas eu acabo usando a solução paliativa e preguiçosa, mas que de certo modo ajuda um pouco (tá bom, bem pouco) a melhorar a situação. Uso o mesmo copo várias vezes, pelo menos até vir alguém e jogar no lixo, sem mais nem menos. Aliás, existe toda uma discussão sobre isso. A galera da biologia, por exemplo, leva caneca pra cima e pra baixo, só pra não usar copo descartável. Eu acho muito válido isso, e sonho em um dia também ter essa atitude, como sonho com várias outras coisas meio “utópicas”, ou talvez nem tão utópicas assim, mas que acabam ficando diante da minha preguiça absurda e falta de determinação e decisão. Mas enfim. Existe um jeito fácil de, estando na Ciatec, saber se eu estou presente sem ter que subir as escadas até a sala onde fica a empresa: é só olhar em cima do galão de água do bebedouro. Se tiver um copo, com certeza eu estou lá. Mas nada se pode afirmar se estiver vazio. Se isso é útil pra alguma coisa? Improvável. Mas e daí? Acho que são só pequenas experiências diárias, que eu queria deixar registradas mesmo. Pra mim, elas tem o seu valor. E queria compartilhar com meus leitores. É isso.