Nessa primeira semana de aulas vi que meu semestre vai ser recheado de alegrias e boas surpresas, pelo menos no que diz respeito às matérias que estou cursando em si. Só falta uma matéria para me formar, e pra não desperdiçar os outros 26 créditos que posso usar, resolvi abusar das línguas… Estou matriculado em Hebraico 1, Italiano 1, Francês 2 e Latim 2. Talvez até já tenha falado isso aqui no blog, não me lembro e não estou com saco agora pra verificar. Enfim. Todas as quatro aulas de línguas foram maravilhosas, e me encheram de ânimo… especialmente e com todo o destaque para hebraico! Que língua fantástica, e que professora linda e fofa! Fiquei realmente maravilhado e encantado com tudo que vi na primeira aula…

A escrita hebraica envolve todo um processo cognitivo, aliás, acho que línguas semíticas em geral são assim, como árabe por exemplo. Só são grafadas as consoantes, e as vogais, apesar de serem pronunciadas, são suprimidas. Ou seja, você tem que ir “adivinhando” qual é a vogal que se encaixa… mas pelo que a professora falou, mais cedo ou mais tarde você acaba pegando o jeito… dadas x consoantes em tal ordem, são bem poucas as palavras que podem ser formadas por elas. Ela deu um exemplo… que palavra é b_n_n_? A maioria das pessoas geralmente responde banana depois de poucos segundos. Entendeu? Agora, uma coisa que eu queria saber é o porquê disso, depois vou perguntar pra professora. Mas que é legal, é! =)

Outras coisas legais:

  • Os verbos aprender e ensinar têm a mesma raiz;
  • Os verbos têm gênero. Por exemplo, se um homem quer dizer “eu estudo”, ele vai dizer “ani lomed” (ani = eu), mas se for mulher, vai dizer “ani lomédet”. Louco, né?
  • A escrita é de trás pra frente;
  • A palavra “shalom” é usada para mil e duas coisas: bom dia, boa tarde, boa noite, oi, tchau… Segundo a professora, depois de tanto tempo em guerra, o que eles mais querem é paz!!! =)

Tem mais coisa… A professora é tão legal, mas tão legal… recomendo pra todas as pessoas do mundo fazer essa matéria! Ela fala várias coisas da cultura judaica durante a aula, interessantíssimas. Ela falou de como as pessoas aprendem por contraste.. não sei direito o que ela tava falando pra chegar nisso. Enfim. Você só sabe que o vermelho é vermelho se tiver uma cor diferente perto, como o verde ou o azul… se tiver um vermelho claro e um escuro, aí vira cereja, salmão, sei lá… esses nomes malucos que as mulheres chamam de “cores”, não sei porquê. Mas o que mais chamou minha atenção foi quando ela falou (uma coisa até meio óbvia) que quanto maior for o contraste, mais se aprende! Bonito isso, né? Quanto mais você convive com o diferente, com o contrastante, mais a sua própria identidade é realçada e conhecida por você… Isso é uma das bases para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, e também para toda convivência humana, tolerância, respeito mútuo, etc… Bom. Vou ficando por aqui. Tenho que dormir, de vez em quando é bom…

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